domingo, 25 de setembro de 2016

Localizados na Bahia e considerados um dos povos indígenas mais antigos do território brasileiro, os pataxós falavam originalmente a língua da família Maxacali, do tronco Macro-jê. Apesar de hoje em dia utilizarem o português como língua oficial, algumas palavras isoladas complementam seu vocabulário e ainda encontramos grupos cujo idioma original é preservado.
A Aldeia da Barra Velha, localizada em Porto Seguro, é identificada como seu território de origem: onde a tribo nasceu e desenvolveu suas atividades características de agricultura, caça, pesca, coleta de frutos e mariscos e artesanato em cerâmica.
A região de sua influência se espalha entre a embocadura dos rios Caraíva e Corubáu, num território de cerca de 20.000 hectares, no qual o Monte Pascoal constitui um limite territorial com grande valor simbólico da identidade étnica Pataxó.
Além da Aldeia da Barra Velha, outras cinco localidades são povoadas pela tribo: Imbiriba, Coroa Vermelha, Mata Medonha, Comexatiba e a Aldeia Velha. Dentro dessas grandes áreas indígenas, cerca de dezessete aldeias formam o complexo que abrange as cidades de Prado, Porto Seguro, Santa Cruz de Cabrália e Itamarajú.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016




Tribo pataxó

Origem: Os pataxós são um povo indígena de língua da família maxakali, do tronco macro-jê. Apesar de se expressarem na língua portuguesa, alguns grupos conservam seu idioma original, ensinando-o aos mais novos.
 O Maxakalí é uma língua brasileira falada por cerca de mil e quatrocentos índios em três reservas descontínuas no Vale do Mucuri, no nordeste do estado de Minas Gerais. Os falantes se dispersam pelos municípios de Santa Helena de Minas/Bertópolis, Aldeias de Agua Boa e Pradinho; no município de Ladainha, em Aldeia Verde e no município de Teófilo Otoni, Aldeia Cachoeirinha. Etnicamente, os falantes constituem o povo Maxakalí.
O Maxakalí pertence à família linguística Maxakalí, da qual é a única representante nos dias atuais. Rodrigues (1986), classifica o idioma como integrante do tronco macro-jê.
Os índios da etnia Pataxó habitam o sul da Bahia. 

A hierarquia dos Pataxo: Dois  poderes  importantes na organização das tribos são o pajé e o cacique.
Pajé: são conhecidos como pessoas de destaque em uma tribo indígenas. Em muitas são considerados curandeiros, tidos por muitos como portadores de poderes ocultos ou orientadores espirituais, podem assumir o papel de médicos, sacerdotes e fazem o uso de plantas para fins medicinais ou invocação de entidades. Normalmente o conhecimento da utilização da planta correta para cada caso ou situação, é passado de geração em geração, trazendo assim uma responsabilidade para o último Pajé da tribo. Os índios acreditam que os Pajés têm ligações diretas com os Deuses, é um representante escolhido pelos Deuses para passar a profecia ao povo.
O cacique, também importante na vida tribal, faz o papel de chefe, pois organiza e orienta os índios.
é o chefe político e administrativo da aldeia. Experiente, ele deve manter o bom funcionamento e a estrutura da aldeia.

Homem adulto: são responsáveis pela caça de animais selvagens. Devem garantir a proteção da aldeia e, se necessário, atuarem nas guerras. São os homens que também devem fabricar as ferramentas, instrumentos de caça e pesca e a casa oca.
Mulheres adultas: cabe às mulheres cuidarem dos filhos, fornecendo-lhes alimentação e os cuidados necessários. As mulheres também atuam na agricultura da aldeia, plantando e colhendo (mandioca, milho, feijão, arroz, etc). As mulheres também devem fabricar objetos de cerâmica (vasos, potes, pratos) e preparar os alimentos para o consumo. Devem ainda coletar os frutos, fabricar a farinha e tecer redes artesanato.
Crianças: os curumins da aldeia (meninos e meninas) também possuem determinadas funções. Suas brincadeiras são destinadas ao aprendizado prático das tarefas que deverão assumir quando adultos. Um menino, por exemplo, brinca de fabricar arco e flecha e caçar pequenos animais. Já as meninas brincam de fazer comida e cuidar de crianças, usando bonecas.

O artesanato: O  artesanato é feito a partir de tudo aquilo que a natureza oferece tais como madeiras, sementes, palhas, cipós, argila, penas, bambu e etc. Alguns artesanatos são feitos de barro como o pote, a talha e a panela. Outros são feitos de cipó como o caçuar e o cesto. E ainda têm os que são feitos com uruba como a peneira e o leque. Toda esta produção artesanal esta ligado às necessidades do cotidiano, bem como, alguns artesanatos estão relacionados a proteção espiritual como, por exemplo, o colar de Tento.
Os povos sempre vendem objetos típicos em eventos fora da Aldeia. Uma vez por semana, um representante da aldeia vai à cidade mais próxima e tenta vendê-los.
Peneiras, bolsas, cestos, flechas, tiaras, brincos e colares são os mais procurados pelos “não índios”. “Todo dinheiro das vendas é utilizado para ajudar o povo da aldeia”, No fim de eventos, que duram até uma semana, é possível vender até R$170 em objetos, mas  esse dinheiro ainda é muito pouco para ajudar as deficiências das aldeias.

Culinária:A  alimentação indígena  tem como base a pesca, coleta de frutos e raízes, bem como, a agricultura. No que se trata das raízes, a mandioca, sem dúvida, é o alimento preferido. É dela que fazemos a nossa bebida sagrada conhecida como kawi, o makaiaba (o beiju) e kuiuna (farinha). Também cultivam outras raízes como inhame, batata, amendoim, taioba, etc. outro alimento muito apreciado é o peixe preparado na folha da patioba, pois ele é um alimento saudável que rejuvenesce o corpo e purifica o espírito.
Pintura corporal: Uma das características que mais marcam a cultura indígena é a pintura corporal, que pode ser vista como tão necessária e importante esteticamente, como a roupa usada pelo “homem branco”.  Os materiais utilizados normalmente para isso são tintas como o urucum que produz o vermelho, o jenipapo da qual se adquire uma coloração azul marinho quase preto, o pó de carvão que é utilizado no corpo sobre uma camada de suco de pau-de-leite, e o calcário da qual se extrai a cor branca.
O processo de preparação da tinta consiste em ralar a fruta com semente e depois misturá-la com outros pigmentos, como o carvão, para diversificar as cores. Essa pintura corporal tem como objetivo diferir os povos, determinar a função de cada um dentro da aldeia e, em alguns casos, mostrar o estado civil.  Algumas índias utilizam esse método, por exemplo, para “dizer” que estão interessadas em encontrar um parceiro. Qualquer índio pode preparar o material e depois usá-lo. Entretanto, é importante tomar muito cuidado com os desenhos a serem pintados.  Cada etnia tem sua própria marca e se alguma outra utilizar a mesma, uma luta entre as aldeias pode ocorrer.
Rituais: Nós povos indígenas apostamos e dedicamos todas as nossas forças em nossos rituais, pois é nele que criamos coragem para lutar contra os males que nos cercam, é com fé em nosso ritual que curamos as enfermidades, é com nosso ritual que nos divertimos em noite de lua cheia onde as crianças cantam e brincam, ouvem histórias contadas pelos mais velhos, O ritual indígena é baseado na mãe natureza, nos animais e em todos os seres semelhantes ao deus Tupã, há momento de fé e oração, os cânticos também é uma forma de expressar a alegrias também as tristezas e assim vivem com a sua  fé e  sua nossa cultura perante a sociedade dominante.

Curiosidade:Além de trabalharem, os índios também se divertem. Nas aldeias, eles fazem festas, danças e jogos. Porém, estas formas de divertimento possuem significados religiosos e sociais. Dentre os jogos, por exemplo, destacam-se as lutas. Estas são realizadas como uma forma de treinamento para guerras e também para desenvolver a parte física dos índios.
Os pataxós são um povo indígena brasileiro de língua da família maxakali, do tronco macro-jê. Apesar de se expressarem na língua portuguesa, alguns grupos conservam seu idioma original, a língua maxacali (patxôhã). Em 2010, os pataxós totalizavam 11 833 pessoas, segundo dados da Fundação Nacional de Saúde. Vivem em sua maioria na Terra Indígena Barra Velha do Monte Pascoal, ao sul do município de Porto Seguro, a menos de um quilômetro da costa, entre as embocaduras dos rios Caraíva e Corumbau. O território entre esses dois rios, o mar a leste e o Monte Pascoal a oeste é reconhecido pelos pataxós como suas terras tradicionais, as quais abrangem uma área de 20 000 hectares.
Existem outros 5 núcleos de povoamento:
1 - Terra Indígena Imbiriba, próximo à foz do Rio dos Frades, a vinte quilômetros ao Norte de Barra Velha. É o território mais antigo;
2 - Terra Indígena Coroa Vermelha, ocupado mais recentemente, estimulado pelo fluxo turístico, onde se desenvolvem atividades artesanais. Este último povoamento está à margem da rodovia que liga Porto Seguro a Santa Cruz de Cabrália.
3 - Terra Indígena Aldeia Velha, no município de Porto Seguro, ao norte do distrito de Arraial da Ajuda.
4 - Terra Indígena Mata Medonha, ao norte do município de Santa Cruz Cabrália.
5 - Terra Indígena Comexatiba, também conhecida como Cahy/Pequi, no município do Prado, imediatamente ao sul da TI Barra Velha do Monte Pascoal.
6 - Terra Indígena Barra Velha, localizada na cidade de Caraíva, sul da Bahia.

Aldeia da Jaqueira (PATAXÓ) Porto Seguro-BA

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Casamento e namoro:
O namoro pataxó era um namoro discreto, quando uma moça e um rapaz Pataxó começavam a se gostar,um dos interessados jogava uma pedrinha em direção ao outro e trocavam olhares. Começavam então a jogar pedrinhas um no outro, com isso já estavam namorando. Quando o sentimento fica forte e existia a vontade de se casar, o rapaz entregava uma flor à moça, se ela aceitasse a flor, significava que ela queria se casar com ele, se recusase, é porque não queria se casar com ele.
Acontecido essas etapas do namoro o noivos comunicam a suas famílias e o cacique, a partir daí, começam a preparação da cerimônia o noivo começa a preparar sua casa e seu roçado e dentro de pouco tempo se casam. O casamento é realizado pelo cacique em um dia de união de toda a aldeia. No dia do casamento o noivo carrega uma pedra que equivale ao peso da noiva por uma distância determinada pelos pais da noiva juntamente com o cacique. O noivo carrega a pedra* até o local da cerimônia, chegando lá ele põe a pedra no chão e é realizada a troca de corares entre os noivos. A troca de cocares é o que simboliza a união entre os noivos pataxós. Depois da cerimônia, todos da aldeia vão para a casa dos noivos festejarem e beberem cauim.
*Rapaz carrega a pedra simbolizando a sua força e resistência para manter uma família, caso ele não consiga carregar a pedra o casamento não acontece, será provado  que ele não esta preparado para suprir uma família.
Batizado: O batizado é uma forma de nós pataxós apresentarmos nossas crianças a nossa cultura, é um momento de apresentá-las a aldeia. Nesse dia acontece um grande almoço, cozinhado, com danças, brincadeiras e agradecimento a Niamissun. A criança pataxó é apresentada a Niamissun e o cacique e toda a comunidade pedem proteção para essa criança, e é a primeira participação da criança no ritual da nossa cultura.