Tribo pataxó
O Maxakalí é uma língua brasileira falada por cerca de mil e quatrocentos índios em três reservas descontínuas no Vale do Mucuri, no nordeste do estado de Minas Gerais.
Os falantes se dispersam pelos municípios de Santa Helena de
Minas/Bertópolis, Aldeias de Agua Boa e Pradinho; no município de Ladainha, em Aldeia Verde e no município de Teófilo Otoni, Aldeia Cachoeirinha. Etnicamente, os falantes constituem o povo Maxakalí.
O Maxakalí pertence à família linguística Maxakalí, da qual é a única representante nos dias atuais. Rodrigues (1986), classifica o idioma como integrante do tronco macro-jê.
Os índios da etnia Pataxó habitam o sul da Bahia.
A hierarquia dos Pataxo: Dois poderes importantes na organização das tribos são o pajé e o cacique.
Pajé:
são conhecidos como pessoas de destaque em uma tribo indígenas. Em
muitas são considerados curandeiros, tidos por muitos como portadores de
poderes ocultos ou orientadores espirituais, podem assumir o papel de
médicos, sacerdotes e fazem o uso de plantas para fins medicinais ou
invocação de entidades. Normalmente o conhecimento da utilização da
planta correta para cada caso ou situação, é passado de geração em
geração, trazendo assim uma responsabilidade para o último Pajé da
tribo. Os índios acreditam que os Pajés têm ligações diretas com os
Deuses, é um representante escolhido pelos Deuses para passar a profecia
ao povo.
O cacique, também importante na vida tribal, faz o papel de chefe, pois organiza e orienta os índios. é o chefe político e administrativo da aldeia. Experiente, ele deve manter o bom funcionamento e a estrutura da aldeia.
Homem adulto:
são responsáveis pela caça de animais selvagens. Devem garantir a
proteção da aldeia e, se necessário, atuarem nas guerras. São os homens
que também devem fabricar as ferramentas, instrumentos de caça e pesca e
a casa oca.
Mulheres adultas:
cabe às mulheres cuidarem dos filhos, fornecendo-lhes alimentação e os
cuidados necessários. As mulheres também atuam na agricultura da aldeia,
plantando e colhendo (mandioca, milho, feijão, arroz, etc). As mulheres
também devem fabricar objetos de cerâmica (vasos, potes, pratos) e
preparar os alimentos para o consumo. Devem ainda coletar os frutos,
fabricar a farinha e tecer redes artesanato.
Crianças:
os curumins da aldeia (meninos e meninas) também possuem determinadas
funções. Suas brincadeiras são destinadas ao aprendizado prático das
tarefas que deverão assumir quando adultos. Um menino, por exemplo,
brinca de fabricar arco e flecha e caçar pequenos animais. Já as meninas
brincam de fazer comida e cuidar de crianças, usando bonecas.
O artesanato: O artesanato
é feito a partir de tudo aquilo que a natureza oferece tais como
madeiras, sementes, palhas, cipós, argila, penas, bambu e etc. Alguns
artesanatos são feitos de barro como o pote, a talha e a panela. Outros
são feitos de cipó como o caçuar e o cesto. E ainda têm os que são
feitos com uruba como a peneira e o leque. Toda esta produção artesanal
esta ligado às necessidades do cotidiano, bem como, alguns artesanatos
estão relacionados a proteção espiritual como, por exemplo, o colar de
Tento.
Os
povos sempre vendem objetos típicos em eventos fora da Aldeia. Uma vez
por semana, um representante da aldeia vai à cidade mais próxima e tenta
vendê-los.
Peneiras, bolsas, cestos, flechas, tiaras, brincos e colares são os mais procurados pelos “não índios”. “Todo dinheiro das vendas
é utilizado para ajudar o povo da aldeia”, No fim de eventos, que duram
até uma semana, é possível vender até R$170 em objetos, mas esse dinheiro ainda é muito pouco para ajudar as deficiências das aldeias.
Culinária:A alimentação indígena tem
como base a pesca, coleta de frutos e raízes, bem como, a agricultura.
No que se trata das raízes, a mandioca, sem dúvida, é o alimento
preferido. É dela que fazemos a nossa bebida sagrada conhecida como
kawi, o makaiaba (o beiju) e kuiuna (farinha). Também cultivam outras
raízes como inhame, batata, amendoim, taioba, etc. outro alimento muito
apreciado é o peixe preparado na folha da patioba, pois ele é um
alimento saudável que rejuvenesce o corpo e purifica o espírito.
Pintura corporal: Uma
das características que mais marcam a cultura indígena é a pintura
corporal, que pode ser vista como tão necessária e importante
esteticamente, como a roupa usada pelo “homem branco”. Os
materiais utilizados normalmente para isso são tintas como o urucum que
produz o vermelho, o jenipapo da qual se adquire uma coloração azul
marinho quase preto, o pó de carvão que é utilizado no corpo sobre uma
camada de suco de pau-de-leite, e o calcário da qual se extrai a cor
branca.
O processo de preparação da tinta consiste em ralar a fruta
com semente e depois misturá-la com outros pigmentos, como o carvão,
para diversificar as cores. Essa pintura corporal tem como objetivo
diferir os povos, determinar a função de cada um dentro da aldeia e, em
alguns casos, mostrar o estado civil. Algumas
índias utilizam esse método, por exemplo, para “dizer” que estão
interessadas em encontrar um parceiro. Qualquer índio pode preparar o
material e depois usá-lo. Entretanto, é importante tomar muito cuidado
com os desenhos a serem pintados. Cada etnia tem sua própria marca e se alguma outra utilizar a mesma, uma luta entre as aldeias pode ocorrer.
Rituais:
Nós povos indígenas apostamos e dedicamos todas as nossas forças em
nossos rituais, pois é nele que criamos coragem para lutar contra os
males que nos cercam, é com fé em nosso ritual que curamos as
enfermidades, é com nosso ritual que nos divertimos em noite de lua
cheia onde as crianças cantam e brincam, ouvem histórias contadas pelos
mais velhos, O ritual indígena é baseado na mãe natureza, nos animais e
em todos os seres semelhantes ao deus Tupã, há momento de fé e oração,
os cânticos também é uma forma de expressar a alegrias também as
tristezas e assim vivem com a sua fé e sua nossa cultura perante a sociedade dominante.
Curiosidade:Além de trabalharem, os índios também se divertem. Nas aldeias, eles fazem festas,
danças e jogos. Porém, estas formas de divertimento possuem
significados religiosos e sociais. Dentre os jogos, por exemplo,
destacam-se as lutas. Estas são realizadas como uma forma de treinamento para guerras e também para desenvolver a parte física dos índios.